Estratifique a vida, escorra o líquido e sinta o suor nas costas.
Corra contra o vento, no automóvel, no automático, correndo entre os dedos.
Enxergue, suba mais alto, vá ao pico e coloque nele a sua bandeira.
Sorria, faça dele o espelho da alma, cante!
Acorde, acredite, medite e respire mais uma vez... dentro, fora.
Abrace, ame, entregue-se, faça dois ser um, nem que seja só uma vez.
Escreva nas paredes, desenhe lírios, esqueça as rosas e seja único.
Deite no campo, molhe-se no orvalho, aqueça-se no sol e aquiete o calor de dentro.
Faça na frente, o verso... faça do verso parte integrante da estrofe, do refrão da canção.
Defenda os seus direitos, honre-se.
Faça um cabeçalho, divida em pastas, compre arquivos e refaça as contas... Acerte a questão, faça no canto da folha um coração e, no final das contas, use as iniciais.
Encene o drama da sua felicidade comedida, entenda o final da rima que te assassina.
Cresça, uive, lute!
Umedeça os lábios, beije e se delicie, dê um trago no sentimento que eu trago.
Faça moda, desenhe, crie a criatividade de um grande escritor.
Acredite que pode, finja não ser você por um dia, pro dia reparar em você.
Gire de braços abertos, abrace o mundo e despeça-se do tempo que zomba com você, de você.
Expresse, fale, escreva, insista e seja.
E feche os olhos.
Pronto.
Encontrei você.
10 minutos
Há um ano
