quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Negro Púrpura

A dor principal da energia de Escorpião é chegar ao mundo com este drama vida/morte, nascer ou morrer. Pode ter passado problemas para nascer. Alma angustiada entre viver ou morrer. (...)

Leitura da Drª. Regina Brostel do meu mapa astral.



Talvez seja isso.
Talvez por isso penso que eu não deveria ter nascido... e por pouco, eu não nascia.
Talvez por isso eu tenha tanta raiva de quem quis me trazer pra cá, na marra.
Talvez por isso a gente sempre fique assim...

... ele querendo que eu viva do jeito dele, eu querendo morrer pra ele.


Estranho conseguir falar assim, dele.
Não é nojo, nem raiva... não é ódio nem desafeição...
É falta de fé. É falta de confiança e a agonia em saber que isso não existe.

Ele e o jeito de falar mal de Renato Russo...
O mesmo Renato Russo que conseguiu descrever nossa história em uma canção:

"Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro

Mas percebo agora,
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...

Não queria te ver assim,
Quero a tua força como era antes!
O que tens é só teu
E de nada vale fugir e não sentir mais nada...

Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto

Até chegar o dia em que tentamos ter demais
Vendendo fácil o que não tinha preço!

Eu sei é tudo sem sentido...
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse contra mim

Nada mais vai me ferir,
É que eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou e tenho sorte até demais
Como sei que tens também..."

[...]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

De repente bate a saudade...

De repente bate uma saudade!

Do Super Nintendo, do VHS, do Lego, da cômoda de madeira clara.
Dá saudade de brincar com Barbies sem pernas, de comprar bala no Baiano, de subir na árvore da escola, de confabular assassinatos de diretoras anteriores do colégio, de pular corda e brincar de queimada...
Dá saudade da época que o bate papo ainda não era motivo de piada e do barulhinho do ICQ.
Dá saudade de andar de bicicleta de rodinha, aprender a fazer curvas em alta velocidade de patins, de cair do skate e andar de patinete.
Dá saudade de treinar futebol na quadra da frente ou no poliesportivo do interior...
Dá saudade de escutar Avril e se identificar, de chorar de emoção por ter um ídolo.

De repente bate uma saudade de ter a felicidade de uma criança...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cinzas

No topo daquela serra podia-se sentir o cheiro do mato e a grama era tão fofa quanto um colchão d'água. A luz fraca do sol poente lutava para passar entre as nuvens...
Os cabelos ruivos e longos esvoaçavam no vento que era forte, para mim tão afável quanto uma brisa... Em pé ela olhava o horizonte, como se quisesse guardar toda e qualquer memória daquele momento, daquele dia. Virou-se para mim, sorridente... Eu podia sentir dentro de mim uma inquietude e uma paz imensa, tão fortes que eu já nem sabia como podia me manter deitada alí.
"Eu achei que você nunca viria, mas você veio." - ela disse, sentando-se ao meu lado.
"Eu mesma achei que nunca iria conseguir..."
Depois dessas palavras, tudo que eu pude fazer foi abraça-la forte, sentir o seu perfume e a testura da sua pele... eram reais.
"Lembra do que eu te disse? A culpa não era minha." - eu disse, começando a me sentir culpada.
"Não tem que se preocupar... O final chegou. E agora tudo está bem."
"Sabe Aline, tudo que eu mais quis nesse mundo era poder te mostrar que não importava o que a vida me fizesse, quantas batidas ela me desse, eu ia estar com você aqui um dia."

Ela não me disse nada naquele momento, apenas suspirou e olhou para o céu que agora era alaranjado...
De repente, faltou foco. Ficou cinza.


E a vida me ensinou ....


[chega.]