segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Saudade

Me esmagou forte a saudade, na hora de despedir.
Lembrei da noite anterior, do seu beijo, do seu carinho, do seu toque e do seu amor que entra em mim como uma explosão...
Senti falta do seu cheiro, ainda sentindo-o.
Quis te beijar pra sempre pra não perder o seu gosto, quis te levar comigo pra longe, pra qualquer lugar. Quis que você colasse em mim.

Agora a lembrança me faz viajar, me faz perder o senso, o norte, a razão. Fico parada no tempo que você estava comigo, estagnada.
Amor meu, minha vida, meu sonho.
Se cada palavra que eu disesse tivesse uma cor, seria a sua.

Já não bastam as palavras, a falta é intensa.
A saudade abre a minha porta com violência e grita o seu nome enquanto eu perco os sentidos, tentando sentir você.

Quero voltar no tempo,
no tempo em que o tempo não passava ao seu lado.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Escuro

Nunca que pensei que fosse desgostar de alguma chuva.
Desgosto dessa de agora.
Hoje tive sonhos pesados e estranhos, acordei com a alma pedindo um abraço.
Hoje senti que a vida não se pode controlar
Senti que sobre o final


nada se pode falar

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ô, se tô!

Ô menina, minha grande pequena...
Tô com saudade do seu abraço, aquele laço forte e macio.
Tô com vontade do seu beijo, de todo sabor.
Tô sentindo falta do seu cheiro, de menina minha, guardada lá dentro.

Tô no mundo, na rua, na calçada, em casa, na cama... e você tá aqui dentro, sorrindo.

Corre que eu tô louca pra te lembrar que eu te amo.
Ô menina,
Minha menina...!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O dentro do fora e o fora de dentro

Por dentro eu explodo, expando, floresço e sorrio.
Por dentro eu estremeço, grito, chamo e aspiro.
Explodo de amor, expando vontades, floresço sonhos e sorrio para as memórias.
Estremeço arrepiando, grito de saudades, chamo o seu nome e aspiro.
Aspiro. Desejo.

Desejo ela por perto,
Desejo saber cantar o amor que me faz dançar, por dentro.
Desejo nunca perder o que ganhei, sem pedir.

Ah, o amor.
Sempre brincando.
Faz de conta que só está dentro quando, na verdade, está por toda parte.

Vivo você, te amo. Por dentro e por fora.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Angústia

Além do que se vê, veja.

A angústia, para quem escreve, não é só uma angústia.
A angústia é uma revolução, um reboliço por dentro.
A angústia pega os arquivos, bagunça as pastas e joga fora os papéis.
A angústia nos faz perder o índice.
Não sabemos por onde começar, o começo é sempre onde queremos parar.
A angústia nos faz querer parar de pensar, mas não se é possível.
A angústia embrulha o estômago e embaralha a vista.
A angústia nos cala.
A angústia só nos faz pensar nela.
A angústia. Egoísta, angústia.
. Conhece a história?
Que história?
. Qual importaria pra você?
Não sei, nada tem realmente importado...
. Certeza?
Na verdade, não.
. Então, conhece a história?
Não, nenhuma...
. É uma pena.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Menina do balaio, donde cê pareceu
Trazendo festa em meu berço
Festando em balaio meu
Mandando beijos pra chuva
Chovendo beijos em mim
Quero abraço da santa
Quero a cruz, querubim
Quero o nome do herdeiro
Quero herdar teu sorrir
Quando acordo primeiro é só pra te ver dormir

Ô menina do balaio, que é que me aconteceu
Cê aparece sem pressa, e depressa leva o que é meu
Na boca um beijo e no abraço
Meu braço, não sei qual é
A gente se misturando, feito leite e café
Que faço em quanto cê sonha,
Enquanto volta do céu
Cê que veio de santa pra trazer o que é meu

Traga toda a tua prenda, traga tudo que for
Que eu trago a poesia, pra esconder nossa dor
Traga toda a tua lenda, traga o teu cobertor
Que eu trago a poesia, pra cantar nosso amor

Menina do balaio, do teu lado eu não saio

domingo, 28 de junho de 2009

Sorriso

Tem um sorriso nascendo do meio da minha boca, tem um sorriso explodindo dentro do meu coração...
Sorriso leve, sorriso-nostalgia, sorriso inexplicável. Meu sorriso nunca antes experimentado, sorriso com gosto de café com cigarros.
Tem um sorriso estampado na minha vontade, tenho um sorriso guardado pra ela.
Tem um sorriso que me encanta, grande e salpicado de cores, o qual aprendi a gostar.
Meu sorriso surgiu do inesperado e perpetua na memória. Meu sorriso é meu e compartilhado, meu sorriso é muito e pouco tempo, meu sorriso é acanhado e escancarado, meu sorriso é explicado pelo inexplicável.

Meu sorriso não se furta, não se ofusca.
A razão do meu sorriso é ele mesmo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Os outros

Não ferir, não magoar.
O outro que parece nem um pouco incomodar, me barra.
O medo de falar, o medo de tentar e de dizer não na hora certa. O medo de dizer sim quando por dentro o coração grita. Medo.
A razão talvez seja uma equação ainda não resolvida, mistério físico-emocional... sem lei.
O outro é outro e não eu... fazê-lo sofrer me machuca. Não saber o que fazer me pára. Não fazer nada me mata.
Morrer. Para mim, conseqüência. Derrota que não quero assinar, pelos outros, mais uma vez.
O outro é mais que eu?
O outro é algo que não entendo... por não me entender.

terça-feira, 2 de junho de 2009

?

Queria poder a voltar a sentir meu peito, queria poder voltar a sentir o coração bater.
Queria sentir a liberdade de correr por um campo livre.
Queria poder me sentir feliz plenamente mais uma vez...
Tudo ficou para trás, sem respostas, sem meios e sem fins.
Queria saber a razão do meu pranto, queria poder entender o pedido da minha alma.
Queria poder transparecer o meu sentir. Sentir tornou-se um turbilhão de dúvidas.
Quero conseguir voltar a falar com a força nas palavras, coma certeza de que elas funcionam e trabalham para mim...
Agora tudo é vazio, tudo é dúvida, tudo é questão e minhas respostas ficaram enterradas... enterradas sob mil conflitos, sob muitas angústias, sob muitas palavras não ditas.
Revoltam-se contra mim, essas palavras que não proferi... E agora o querer é um ponto, de interrogação.
Correr não é mais um alívio, gritar não esvazia, chorar não é o bastante e nem morrer é saída.
A felicidade tornou-se um enigma e nunca mais dei um sorriso pleno.

A incerteza me amarra, me abraça e me sufoca... Choro sem razão, como sem vontade e respiro conscientemente, agoniante.
Minha indagação é uma procura, minha resposta é um precipício.
Sorrisos e lágrimas tem o mesmo motivo e eu me encontro imóvel.
Esquecida, estarrecida, errante.
Movimento um corpo que desejo deixar imóvel.

Deixei os conflitos para trás, deixei as palavras para depois e achei que tudo estava em ordem.
Nada está do jeito que deixei, está no jeito que me deixaram, que eu me deixei ser deixada.


Texto antigo. Não tão antigo...! rs.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Folha de Papel

Talvez eu fosse apenas uma folha de papel onde você passa a caneta rapidamente...
Talvez essa folha fosse apenas mais uma que você coloca no fundo de uma caixa velha, para qual sorri sofregamente quando vê.
Fui um papel no qual você escreveu sonhos, desenhou saudades e pintou amores. Sou a folha de papel que ficou grudada na parede, apenas o tempo suficiente para que desistisse.
Sinto-me o guardanapo pego ao acaso num barzinho lotado numa terça-feira à noite, rabiscado pela caneta de um amigo, um objeto o qual foi instigada a violentar.
Fizestes de mim uma passageira, uma fina folha que voa ao mínimo toque do vento e que sente frio a todo o momento. Tocada por seus traços, da tinta larga que saiu da caneta e do seu coração. Talvez com medo, por curiosidade de ver o que saía a traços livres.
Quis ser o poema onde “para tão longo amor tão curta a vida”, mas talvez eu seja o rascunho embolado no canto da lixeira.

Outro texto antigo, sem data também.

Ponte

Ponte, rio, certeza, medo e coração...
Por que a fumaça sobe circular? Os círculos que vem dos olhos, os círculos que nascem sem ser chamados, a volta que começa e esboça fim.
A vida do fim que ainda nem se desenhou...
O medo de ser fumaça, de passar, sem agrado. Foi-se, rodou, é um.

Este é um texto antigo, sem data.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Para minha Mãe

Era uma vez, uma barriga... Uma barriga que crescia, chutava e se deliciava com a vida que vinha e que estava por vir.
Era uma vez um sorriso, um choro, uma vida em sangue puro e quente de duas vidas que jamais se desligariam.
Era uma vez passos, medos, sorrisos e vozes. Vozes de consciência, de aprendizado, do certo e errado e do que ainda está por vir... Grandes desejos, imaginações de duas almas que talvez ainda não se comunicavam por palavras, mas já tinham elos parar todo o sempre.
Era uma vez o primeiro machucado, as risadas, o medo de cair e a vontade de se levantar, as decisões de uma que seria a vida e o orgulho da outra, para sempre uma, para sempre final sem fim.
Era uma vez a confiança, o medo de perder, o conhecimento, a saudade, a vida nos olhos delas que, no fim, era uma querendo ser a outra... por preocupação ou admiração, mas só um gosto, uma colherada, mais um outro abraço e sorrisos que as lágrimas sempre irão enaltecer.
Era uma vez a rebeldia, as mudanças, as discórdias, um mar de rosas onde a cria queria sempre ajudar a mãe, que ela pudesse interpretar o papel que não era seu, mas que havia aprendido com a melhor professora.
Era uma vez a volta, a perda e a superação... Um misto de cores e não cores, mas que sempre seriam a mesma estrada à diante, com tijolos às vezes gastos e podres... outras vezes, com tijolos de ouro que, por se passar, encher de vida os olhos e o coração.
Era uma vez a cumplicidade, a coragem de uma que ensina, a vida que morre por não se tentar e a que nasce no abraço quente que o amor dá.
Era uma vez uma Deusa, uma Fada, a mitologia bela e clara da vida real, de traços soltos e leves, desenhados nela e na vida dela, nobremente escritos ou descritos pela cria que a venera, para sempre.
Um dia por ano lembro-me dela mais que intensamente, mais do que sempre, por orgulho de dizer: "Mãe, é seu dia."
Parabéns,
Sua primogênita,
Luiza.


(Esse texto é do mês 04 do ano de 2008, estou enviando-o para a promoção do Dia das Mães do site www.personare.com.br . O vencedor ganha um mapa astral, ou revolução solar para si e o mapa astral da mãe. E aí? O que vocês acham? Dá pra ganhar? Hahaha... Beijos!)

domingo, 19 de abril de 2009

Da Sacada

Ela parou à frente da minha porta, como se nada mais tivesse pra fazer. Acendeu um cigarro, olhou pro asfalto, pra calçada que de tão velha soltava o que chamam de "concreto".
Eu da sacada, sacando todos os seus movimentos...
Ela analisou o céu que ainda era escuro às onze horas da manhã. Suspirou, juntou mais os joelhos, recostou o cotovelo sobre um deles, uma mão tapando o rosto e a outra segurando o cigarro.
Perdi-me naquela cena, tão humana e simples. Cada traço dela banhado por sentimentos... Foi então que reparei que ela chorava, chorava! Chorava silenciosamente, fazendo com que os olhos brilhassem na manhã escura.
Pensei. Refleti. Era uma quinta-feira, manhã normal e ela chorava. Pude então agora sentir a sua dor: o cigarro acabara e ele saía de sua mão soltando-se vagarosamente de cada dedo, como se abandonasse o seu maior aconchego e ainda assim tivesse vontade de ficar.
Eu tive vontade de abraçá-la, tive vontade de dizê-la que o vazio é apenas o primeiro passo para o auto-conhecimento e que ela não precisava do cigarro, como não precisava de quem a havia abandonado.

Abecedário Diário

A de "ainda não tá na hora"... e ela nunca chega!
B de "boa sorte", até mesmo para aqueles que me machucam...
C de "cansei de lutar"... e o pior de se lutar sozinha é que ninguém nota se você desiste...
D de "dançar até morrer", pra jogar pra fora todo o entulho.
E de "eu ainda amo". E basta.
F de "fudeu". Faz figuinha. Foi fácil. Fica, por favor.
G de "grito"... gritando.
H de "hora de fazer alguma coisa", mesmo que seja nada.
I de "inventar novas soluções" e, às vezes, parar nas indagações.
J de "junta tudo e joga fora", e "já vai tarde".
L de "lembranças"... Latejantes loucuras, larga lucidez, falsa sensatez.
M de "muita merda". Merda pra que te quero. (?)
N de "nunca deixar de partir". Amadurecência.
O de "observar"... original? mais outra.
P de "prantos". Patético. Por quê?
Q de "quase foi dessa vez"... quase.
R de "rir". Rindo dos problemas, enobrecendo a alma. Rindo sádicamente, quando ninguém pode escutar.
S de "sumir para sempre". Nunca contemplado por muito tempo. Saiu.
T de "tédio, tumulto, tragédia, tapas, torturas, trâmites". Todo tempo.
U de "uivar"... Dramáticamente.
V de "valer a pena"! Valia, pra mim.
X ... é de fazer-se criança e pedir atenção! Em qualquer meio ou situação.
Z de "zebra". Deu. Mais uma vez.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Encantado II

Versos soltos de um palhaço que foi-se embora encantado
O fim dos dias parecia próximo, mas nada mudou,
Deixou as trouxas de lado e acendeu um cigarro,
Chorou, mesmo com o sorriso pintado no rosto.
O palhaço não tinha mais razão,
O palhaço não tinha mais motivos...
O palhaço queria achar o fim da estrada,
Quis ver o final do pôr-do-sol,
Mas nada mudou...
Decidido a entregar-se a calmaria,
O palhaço apagou o cigarro,
Tirou a tinta do rosto
E deixou de fingir ser o que não era: Encantado.

sábado, 11 de abril de 2009

Diálogo 2

Escutando música no fone de ouvido no quarto escuro e porta fechada... escuto um "clique", viro-me... tem alguém no meu quarto.

"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!" *estica os braços, tira os fones de ouvido, coloca a mão no rosto e desliga o monitor*
"Eu bati na porta, entrei batendo o pé e você não me escutou, quem manda ficar com esse fone de ouvido?"

*Mãe e filha começam a rir*

Diálogo

"... e é isso, mãe."
"É minha filha, mas já tinham te avisado...!"
"EU SEI! ¬¬"
"... o papo tá chato né? Eu só falo o que você não quer escutar."
"Não, não é isso. T.T"


Eu simplesmente não queria que fosse assim.

A Onda

Abra o seu coração e perceba, eu te abraço com a alma.

Quero

(...)
Quero. Não posso.
Quero. Não consigo.
Quero. Não foi bem investido.
Quero. Não vale a pena.
Quero. Ela não me quer.
Quero. Não me querem.
Quero. Não me entendem.
Quero. Não querem me escutar.
Quero. Não me conhecem.
Quero. Não se preocupam.
Quero. Ela quer.
Quero.
Não consigo.
(...)



domingo, 22 de março de 2009

Vem ficar comigo!

Vem ficar comigo,
No domingo,
Início da noite com cheiro de chuva
A brisa refresca o corpo.

Vem ficar comigo,
Tome comigo a última cerveja,
Vamos fumar o último cigarro...

Vem ficar comigo,
Deita no meu colo e vamos conversar,
Uma prosa extrovertida,
De quem ri da rotina que vai voltar...

Vem ficar comigo,
Aqui, juntinha de mim,
Deixa eu sentir o seu beijo,
Os lábios quentes contra a brisa fria.

Vem ficar comigo,
Deixe-me sentir o cheiro do seu cabelo
O único que eu quero sentir,
Exalando com o calor do seu corpo...

Vem ficar comigo,
E no final da noite poderemos contar as estrelas,
Vamos estar perto do céu.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Dói tanto aqui...

... pesadelos não acontecem só quando se está dormindo.

Nocturne




Pensei em te ligar, em dizer o quanto que eu te amo...
Pensei em falar que eu queria que as coisas fossem bem, mesmo tudo assim, tão estranho...
Quis te ver, quis sorrir e receber um sorriso seu...
Quis almoçar com você, quis te ver...
Quis saber como vai a sua vida, como vão as coisas...
Quis saber dos seus sonhos, os que costumavam ser nossos.
Você foi meu herói, meu sonhador.
Agora, não há "sonha", só há "dor".
Eu não sei o que passa pela sua cabeça,
Eu não sei se seus medos são reais,
Eu não sei se eu posso confiar em você.

Eu queria acreditar que tudo é um pesadelo,
Que eu estou dormindo há mais de dois anos,
Queria poder acreditar que daqui a pouco eu vou abrir os olhos e você vai estar fazendo o café...

Sinto saudades...
Mas você só fala de você,
Você só quer saber de reclamar da sua vida...
Você não sorri mais pra mim, só aquele amarelo e forçado que eu aprendi a ter medo...

Eu queria que você me amasse cada dia mais,
Mas eu pareço um erro.

Talvez a errada seja eu,
Talvez os medos sejam só meus...
Eu queria tanto que eles fossem...
Daí eu não teria mais que esperar você fazer alguma coisa,
Eu mesma faria.

Eu traria as estrelas pro chão, se fosse preciso.
Eu faria a sua vida ter a cor que você quisesse,
Eu pintaria sorrisos e escreveria seu nome na minha pele...

Mas isso não acontece,
Você não volta.
Você sequer sabe que se perdeu...
Aliás, você não se perdeu...


Eu te perdi.

terça-feira, 3 de março de 2009

Meu maior pecado

O amor para mim, por certo é pecado...
Não me deixam contemplá-lo.

Quero um beijo, um amor, um colo... Uma mulher.
Uma para chamar de minha, pra contar estrelas e desenhar nelas o sorriso dela.
A mesma para dormir aconchegada no meu peito, uma que eu possa amar as qualidades e os defeitos...
Uma mulher com a altura da própria vontade, com a força que é só dela, sabendo que pode contar com a minha.
Um rosto onde eu encontre todas as minhas fantasias e melhores lembranças...

Quero, almejo...
A procura incessante me prova que nada é fácil, me mostra que os medos não são só meus e que a dor bate em outras portas.

Hoje encontro-me sozinha, encontro-me em várias canções e sem ninguém.
Meu coração acelera, para quem?

O calor dos dias me faz rolar inquieta na cama...
O frio de dentro me faz enrijecer a angústia.
Dormir tornou-se um escape.
... escapando de mim e da minha vontade tão grande.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Negro Púrpura

A dor principal da energia de Escorpião é chegar ao mundo com este drama vida/morte, nascer ou morrer. Pode ter passado problemas para nascer. Alma angustiada entre viver ou morrer. (...)

Leitura da Drª. Regina Brostel do meu mapa astral.



Talvez seja isso.
Talvez por isso penso que eu não deveria ter nascido... e por pouco, eu não nascia.
Talvez por isso eu tenha tanta raiva de quem quis me trazer pra cá, na marra.
Talvez por isso a gente sempre fique assim...

... ele querendo que eu viva do jeito dele, eu querendo morrer pra ele.


Estranho conseguir falar assim, dele.
Não é nojo, nem raiva... não é ódio nem desafeição...
É falta de fé. É falta de confiança e a agonia em saber que isso não existe.

Ele e o jeito de falar mal de Renato Russo...
O mesmo Renato Russo que conseguiu descrever nossa história em uma canção:

"Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro

Mas percebo agora,
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...

Não queria te ver assim,
Quero a tua força como era antes!
O que tens é só teu
E de nada vale fugir e não sentir mais nada...

Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto

Até chegar o dia em que tentamos ter demais
Vendendo fácil o que não tinha preço!

Eu sei é tudo sem sentido...
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse contra mim

Nada mais vai me ferir,
É que eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou e tenho sorte até demais
Como sei que tens também..."

[...]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

De repente bate a saudade...

De repente bate uma saudade!

Do Super Nintendo, do VHS, do Lego, da cômoda de madeira clara.
Dá saudade de brincar com Barbies sem pernas, de comprar bala no Baiano, de subir na árvore da escola, de confabular assassinatos de diretoras anteriores do colégio, de pular corda e brincar de queimada...
Dá saudade da época que o bate papo ainda não era motivo de piada e do barulhinho do ICQ.
Dá saudade de andar de bicicleta de rodinha, aprender a fazer curvas em alta velocidade de patins, de cair do skate e andar de patinete.
Dá saudade de treinar futebol na quadra da frente ou no poliesportivo do interior...
Dá saudade de escutar Avril e se identificar, de chorar de emoção por ter um ídolo.

De repente bate uma saudade de ter a felicidade de uma criança...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cinzas

No topo daquela serra podia-se sentir o cheiro do mato e a grama era tão fofa quanto um colchão d'água. A luz fraca do sol poente lutava para passar entre as nuvens...
Os cabelos ruivos e longos esvoaçavam no vento que era forte, para mim tão afável quanto uma brisa... Em pé ela olhava o horizonte, como se quisesse guardar toda e qualquer memória daquele momento, daquele dia. Virou-se para mim, sorridente... Eu podia sentir dentro de mim uma inquietude e uma paz imensa, tão fortes que eu já nem sabia como podia me manter deitada alí.
"Eu achei que você nunca viria, mas você veio." - ela disse, sentando-se ao meu lado.
"Eu mesma achei que nunca iria conseguir..."
Depois dessas palavras, tudo que eu pude fazer foi abraça-la forte, sentir o seu perfume e a testura da sua pele... eram reais.
"Lembra do que eu te disse? A culpa não era minha." - eu disse, começando a me sentir culpada.
"Não tem que se preocupar... O final chegou. E agora tudo está bem."
"Sabe Aline, tudo que eu mais quis nesse mundo era poder te mostrar que não importava o que a vida me fizesse, quantas batidas ela me desse, eu ia estar com você aqui um dia."

Ela não me disse nada naquele momento, apenas suspirou e olhou para o céu que agora era alaranjado...
De repente, faltou foco. Ficou cinza.


E a vida me ensinou ....


[chega.]

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Carência

Estar carente é uma dor agoniante.
Um nó na garganta que não se engole, um sufoco que nada apaga... O tempo só piora, os segundos ficam cada vez mais pesados.
Surge uma falta, de onde?
As paredes tornam-se mais concretas e você vê que está preso, dentro de si.
Ninguém sabe, ninguém escuta, ninguém se preocupa...! e você mesmo começa a se questionar por que é tão preocupante...

... então você decide se enganar, tira a música de acordes profundos e finge que nada aconteceu...

... sabendo e temendo a hora que tudo vai voltar.

Meu (?) Erro

Torturante a sensação de erro, sensação de fim sem começo, sensação de não saber onde foi que tudo parou...
Qual o problema com todas as mulheres ultimamente?
O problema sou eu?


Talvez a minha sina seja errar...
Errando sempre.
Se corro atrás, errei.
Se eu dou carinho, é errado.
Se sou sincera, elas me evitam... Errei de novo.

Cansada de ser a amável, a afável... o sorriso aberto toda hora que alguém precisa...
E se eu não consigo abrir o sorriso, eu errei de novo.

No fundo, no fundo... Eu só erro comigo.

E todo mundo morre de dó, mas nem liga.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Impotência

Agarrando-me no meio das antigas vontades, esqueço-me de mim.
Vendo cores e sonhos antigos, não mais meus...
Vi a face do medo, conheci a dor profundamente e larguei todos os meus prazeres.
Impotente, sim.
De mãos fechadas, nos bolsos, esperando alguém me abraçar.
No vácuo do meu ser, na falta de ar incessante que me embriaga quando penso na vida...
Nada mais tem sentido, nada mais tem mais sentido do que bater palmas pra vida...


... e como sempre, ela me abandonou.