quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Não é, mas é como se fosse...
Quanto mais rápido se chega ao ponto, mais rápido você chega aonde quer ir...
E como se fossem ônibus, os amores.
Quanto mais se espera, menos se espera...
Quanto mais se corre, mais cedo se chega.
E como se fosse metáfora, pagamos por esperar.
[viagem pouca é bobagem.]
domingo, 24 de agosto de 2008

Enlaço com a mão o vento, aonde a mão dela deveria estar... Um dia a mais, um dia a menos... Na minha vida, na vida dela, a menos no tempo que estamos esperando. Faço contagem regressiva sem saber a data final, faço o final sem saber se volto atrás. Tento mais uma vida para dizer o quanto a amo, tento em mais um capítulo escrever um final menos drástico que das outras encadernações. Mas não deixo de amar, não deixo de querer... E que ela saiba que é dela a minha esperança.
A amizade
Ter um amigo não é apenas estar com ele, é escutar uma música e sentir os olhos marejarem, apenas pelas ótimas e felizes lembranças que nos acometem nesses momentos, é aprender a fazer piadas que antes não fazíamos, usarmos teorias que não são nossas, mas com a certeza de que são eficazes.
Ter um amigo é rir de piadas que ninguém mais entende, é ter uma palavra nova no nosso dialeto e fazer com que ela passe a servir pra tudo.
Ter um amigo também é dançar diferente de todo mundo e achar que eles é que são os errados, é acordar de bom humor às quatro horas da manhã no sábado com o telefone tocando e não se surpreender com a música de boate ao fundo, ou surpreender-se e preocupar-se por uma voz que pede ajuda.
Um amigo é mais do que um corpo, é uma alma, uma sensação e um porto seguro.
Um amigo é a preocupação com o outro, é a paixão e o amor incondicional para sempre, é entender os erros e fazê-los virar aprendizado, é escutar, chorar, gritar, rir... para sempre eternos momentos que se fossem fotos, mereceriam uma parede inteira (ou até duas!).
Agora, aproveito para dizer aos meus amigos que muito os amo... Realmente! Meus amigos são uma parte de mim, a qual eu me preocupo muito, a qual eu quero sempre cuidar.
Amo vocês. AMO!
Uma ótima vida para vocês. :)
domingo, 17 de agosto de 2008
Anica e suas histórias...

Encontrava-se sentada em meio à grama verde, despetalando uma flor qualquer, de uma cor que ela mesma já não lembrava qual era. O seu olhar era tão vago que nenhum ser, vivente ou não, seria capaz de descobrir para onde olhava.
Apenas Anica sabia que ela não olhava para fora de lugar nenhum, ela olhava para dentro de si mesma, enquanto balançava as pernas por cima daquela pedra tão alta, com o vento nos seus cabelos negros como o carvão, curtos...
Anica usava sapatilhas, mas nem ela mesma sabia porque as usava. Não queria se fazer de bonequinha, mas parecia uma. Anica se perguntava como seria se se vestisse colocando para fora o que estava por dentro... Talvez usasse trapos, coloridos, xadrezes, porém sem nenhuma simetria. Ela talvez estivesse suja de fuligem da cabeça aos pés, as narinas escuras e os olhos manchados pelas lágrimas que agora ela segurava, tentando se convencer de que era forte.
A vida não tinha mais sentido, mas ela queria viver e descobrir a razão.
Após a última pétala, Anica despertou, descobrindo que as metáforas haviam lhe feito mergulhar tão profundamente à ponto de esquecer de se resolver dos problemas.
Quais eram os problemas? Ela mesma já não sabia... Anica só sabia que doía. Ela era embalada por agonia e desespero, por vontade de ação, mas a inércia ainda agia sobre ela.
Resolveu tirar as sapatilhas e sujar as meias brancas que iam até os seus joelhos, dando o ar de quem brinca a tarde inteira, como a criança de seu passado jamais havia feito... mas Anica não via graça em nada ao seu redor. Enfiou as unhas na terra fofa e tratou de sujar as meias, como um trabalho que exigia muito dela mesma. À medida que sujava as meias, Anica lembrava-se de tudo... Anica lembrava-se de seu pai. Lembrava-se. Perguntava ao mundo e a si mesma a razão... Porque mesmo ao seu lado ele parecia tão distante? Porque mesmo sendo seu pai ele queria ser melhor em tudo? Será que ele não percebia que ela não queria ganhar de ninguém? Ela só queria que seu pai sorrisse para ela, só queria que ele a fizesse largar a terra e que, de mãos dadas, eles fossem desenhar na areia.
Porém, nada disso acontecia. E Anica sentia que isso jamais aconteceria. Já era tarde, ele já a tinha deixado encardir as unhas e as meias na terra, por dentro e por fora... e sabe-se lá Deus quando isso irá se limpar.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Todo dia de manhã é nostalgia...
Rostos de pessoas que não conheço, mas são os mesmos todas as manhãs, que passam por mim e me vêem antes de qualquer outro.
Engraçado.
Nesse vai-e-vem acabo por procurar pelas pessoas que cruzam por mim todas as manhãs...! Onde estarão? Será que eu saí tarde? Será que eles foram cedo? Ou será que foi o contrário?
Ainda assim há uma mulher baixinha, negra, os cabelos curtos e todo o tipo de pessoa simples de Belo Horizonte, que pega o ônibus lotado pela manhã , com uma sacolinha de supermercado na mão e a bolsa abraçada debaixo do braço... ela caminha tão rápido que parece que está pulando. Demos por sorrir uma para a outra de manhã.
O nome dela? Eu não sei.
Quem é, o que faz, se tem filhos, se é casada, crente ou não... Eu não sei.
Só sei que ela me traz um sorriso logo pela manhã e que ela fica feliz ao fazer o mesmo.
A nostalgia...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Quão bem você conhece o ser humano?
Conhecer um ser humano, você o conhece?
Creio que além da biologia, é muito complicado (ao mesmo tempo que simples) compreende-lo.
Cheguei a conclusão que só conheço alguém se eu me conhecer, se me reconheço no outro.
Sabe quando aquela pessoa diz uma frase que você diria? Quando ela sorri como você sorri? Quando ela vira os olhos daquele jeito que você faria? Pois é. É aí que você conhece o ser humano. Isso costuma ser confundido com amor, quando conhecemos o outro como nós mesmos.
O outro é um espelho limpo de você mesmo.
Sim, é verdade. Ele te reflete coisas boas e ruins em você mesmo, e é simplesmente fascinante.
Daí vem aquela história... Antes de amarmos uns aos outros, devemos nos amar.
Incrível né?
... não achou? :\
só uivos então.
domingo, 10 de agosto de 2008
A dúvida, a pose.
ludzay diz:
cara
ludzay diz:
sabe qnd vc ve algm
ludzay diz:
uma menina linda e tals
ludzay diz:
gnt boa
ludzay diz:
dai vc ve ela e o seu corpo todo por dentro ta gritando coisas pra vc fazer
ludzay diz:
você recebe aquilo tudo, vai sentindo os sentimentos subindo de tudo quanto é lugar, vai pensar e nada serve
ludzay diz:
dai vc fica que nem idiota olhando pra ela, e tudo aquilo q vc podia ter feito q seria lindo e legal ela vai achar que é só vc babando
ludzay diz:
dps c para pra lembrar e fala: porra, eu devia ter feito.
Poisé, é nessa medida aí.
Sobre a morte
Imagine se pudéssemos escrever segundos antes de nossas mortes.
O que faríamos?
Do que lembraríamos?
A vida passa e a gente nem vê, talvez só na morte conseguimos ver a beleza de todos os detalhes, de cada cheiro, cor ou sensação... E talvez choremos por não termos aproveitado.
Os versos mais melancólicos se tornariam infinitamente belos e talvez só aí entenderíamos o pieguismo.
Penso que a morte também tem a sua beleza, apesar de triste. A morte é a certeza do fim, o fim do que nem sabíamos como iria chegar, mas que chega... A gente faz (vive) sem pensar.
Feliz é quem morre com o sorriso nos lábios.
E mais feliz é entender o porque do sorriso.
sábado, 9 de agosto de 2008
Elas...
As mulheres dançam, vivem por todos os lados... os meus cheios delas...
Primeiramente, um par de olhos azuis. Seguidos por um par de olhos escuros na mesma pele branca da outra que tinha aparecido. Então, o furacão! Vermelho, branco, verde. Itália, artista... Aparece e vai quando a natureza quer. E passamos por outras, poucas, depende do ângulo que se vê. Então veio aquela...
Aquela...
E naquela fiquei.
E pensar que tudo antes era só pesadelo...
Visualizando...
Eu sinto tanta coisa, eu senti tanto. Eu quis e quero...
Mas ela andando, errante sem vir nem ir me faz querer descobrir aonde é que eu estou indo.
Parada estou, o vento nos cabelos...
Rebeldes como a vida que eu construí... Ambas temos as mesmas feições, como um espelho. Ela repousa um sorriso no rosto e a vontade dela me parece minha. Não sabendo a razão daquele sorriso, ele tornou-se meu.
No céu sem estrelas, ela parece ser a única luz.
Continua noite, a escuridão só me deixa ver o corpo dela e o espaço em volta.
Mal sabe ela que não precisa procurar longe, ela própria é uma arte, um quadro, uma foto, um filme.
E parada eu sequer me sento, mais uma vez observando a vida passar.
