sábado, 29 de novembro de 2008

Islander ?

As roupas úmidas do mar, o vento que batia vindo do leste, os olhos apertados, cabelos molhados, caminhava protegendo os olhos com o braço. Procurava por algo, por alguém, no fim de tarde que agora tornava-se chuvoso. Subiu praia, desceu areia e subiu na pedra, viu o mar lá embaixo. Sentiu o gosto de sal na boca e o vento acariciou seus cabelos. As primeiras gotas vieram dançar no seu rosto, misturando-se com as lágrimas. Abriu os braços devagar e respirou fundo. Sentiu o vazio tornar-se tudo, e tudo era ela, era felicidade, era pleno.
Viu o borrão do que seria seu reflexo no mar e acreditou amar-se mesmo assim.
Deitou o corpo devagar contra o vento, que a faria sentir-se viva até o último segundo. Pediu que não a fizessem desistir, e foi quando melhor conseguiu ver seu reflexo que tudo se apagou.

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