Mencionados apenas no ensino fundamental das escolas brasileiras e vagamente lembrados alguns anos depois, os quilombolas, de tão antigos, são esquecidos. Quando se estuda os quilombolas e a formação dos quilombos, nada mais se passa do que alguns minutos de uma aula regular, onde algum aluno mais esperto que assistiu a “Sinhá Moça” fala de escravos, e a memória do capitão-do-mato ainda acaba sendo mais interessante.
Os quilombos, tão rapidamente explicados como locais afastados onde se refugiavam escravos fugidos, são esquecidos na história do Brasil e pelo seu povo. A história parece muda, pois não ressalta que a primeira resistência que se tem notícia, em luta por uma sociedade igualitária e com dignidade se revelou nos quilombos. Acontece que se mostra mais fácil deixa-los a mercê do esquecimento e desde o seu surgimento (por volta dos anos 1600) os quilombos eram tolerados. Facilmente toleráveis quando ajudavam os comerciantes, vendendo suas mercadorias por um preço muito inferior do que os fazendeiros e repassando saques. A tolerância segue até hoje, de mãos dadas ao esquecimento e pouquíssimo se ouve falar deles.
A verdade é que o que vêm a cabeça de todos, quando se fala de quilombo, é a história de Zumbi, um negro nascido livre, vendido quando ainda criança a um missionário português, rebela-se na adolescência e foge, até que um dia vira o líder do maior quilombo que já se teve notícia no Brasil.
A história de Zumbi muito pouco é explorada e muito menos entendida. Zumbi não lutava apenas por sua liberdade, lutava pela a liberdade de todos os negros escravos, que mereciam ter condições de viver, comer, morar e descansar como qualquer outro ser humano. E, como não se é novidade, Zumbi foi tolerado. Tentaram persuadi-lo a desistir, e o mesmo lutou, resistiu até o último suspiro e como recompensa, recebeu do então governador de Pernambuco a seguinte declaração: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares." O governador mandou matar o homem, mas ainda não era capaz de matar a idéia de Zumbi, esta última sim, imortal.
Ironicamente, estes ideais almejados por Zumbi viriam a ser, em 1988, consagrados pela Constituição da República Federativa do Brasil como direitos inatos à todos aqui residentes. Além de todo o hall dos direitos fundamentais e sociais, os quilombolas remanescentes (por que sim, eles existem e Resistem até hoje) são abraçados por muitas leis especiais, desde o art. 68 do ADCT da Constituição à ratificação da Convenção Internacional nº 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Mas, novamente, o Brasil nega a sua história e a sua descendência. Muito se escreveu sobre democracia e muito se quis ao assinar tais tratados, mas os negros quilombolas ainda são tolerados, desde que não façam muito barulho e que não se abriguem em qualquer metro quadrado mais interessante ao governo ou ao homem brasileiro que se vale da má fé para tomar-lhes os direitos. É de suma importância que o Brasil e seus naturais conheçam e reconheçam a sua história, pois estes quilombos andam contando apenas com sua própria sorte, próprio cultivo e própria força.
O Brasil é um país de todos, mas ainda muito se precisa efetivar para que seja totalmente e realmente um Brasil com a cara de todos os brasileiros.
Os quilombos, tão rapidamente explicados como locais afastados onde se refugiavam escravos fugidos, são esquecidos na história do Brasil e pelo seu povo. A história parece muda, pois não ressalta que a primeira resistência que se tem notícia, em luta por uma sociedade igualitária e com dignidade se revelou nos quilombos. Acontece que se mostra mais fácil deixa-los a mercê do esquecimento e desde o seu surgimento (por volta dos anos 1600) os quilombos eram tolerados. Facilmente toleráveis quando ajudavam os comerciantes, vendendo suas mercadorias por um preço muito inferior do que os fazendeiros e repassando saques. A tolerância segue até hoje, de mãos dadas ao esquecimento e pouquíssimo se ouve falar deles.
A verdade é que o que vêm a cabeça de todos, quando se fala de quilombo, é a história de Zumbi, um negro nascido livre, vendido quando ainda criança a um missionário português, rebela-se na adolescência e foge, até que um dia vira o líder do maior quilombo que já se teve notícia no Brasil.
A história de Zumbi muito pouco é explorada e muito menos entendida. Zumbi não lutava apenas por sua liberdade, lutava pela a liberdade de todos os negros escravos, que mereciam ter condições de viver, comer, morar e descansar como qualquer outro ser humano. E, como não se é novidade, Zumbi foi tolerado. Tentaram persuadi-lo a desistir, e o mesmo lutou, resistiu até o último suspiro e como recompensa, recebeu do então governador de Pernambuco a seguinte declaração: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares." O governador mandou matar o homem, mas ainda não era capaz de matar a idéia de Zumbi, esta última sim, imortal.
Ironicamente, estes ideais almejados por Zumbi viriam a ser, em 1988, consagrados pela Constituição da República Federativa do Brasil como direitos inatos à todos aqui residentes. Além de todo o hall dos direitos fundamentais e sociais, os quilombolas remanescentes (por que sim, eles existem e Resistem até hoje) são abraçados por muitas leis especiais, desde o art. 68 do ADCT da Constituição à ratificação da Convenção Internacional nº 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Mas, novamente, o Brasil nega a sua história e a sua descendência. Muito se escreveu sobre democracia e muito se quis ao assinar tais tratados, mas os negros quilombolas ainda são tolerados, desde que não façam muito barulho e que não se abriguem em qualquer metro quadrado mais interessante ao governo ou ao homem brasileiro que se vale da má fé para tomar-lhes os direitos. É de suma importância que o Brasil e seus naturais conheçam e reconheçam a sua história, pois estes quilombos andam contando apenas com sua própria sorte, próprio cultivo e própria força.
O Brasil é um país de todos, mas ainda muito se precisa efetivar para que seja totalmente e realmente um Brasil com a cara de todos os brasileiros.

Nenhum comentário:
Postar um comentário