terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Bom, primeira vez que eu posto um texto que não é meu.
Estava fuçando o Dykerama e esse texto me chamou a atenção...!
Aí vai!

Casamento e liberdade de escolha

Por Silvia Sakuma
Publicado em 18/01/2010 às 16:58


Carmem não queria casar-se com seu namorado Alberto. A vida de solteira sempre pareceu-lhe mais atrativa e livre. Achava o casamento um contrato desnecessário, já que todos sabiam do seu relacionamento com Alberto. Não planejou seu primeiro filho, que nasceu saudável e cheio de energia. Reclamava diariamente dos afazeres domésticos, como cozinhar, lavar e passar roupas, das manhas do filho, da bagunça da casa. Para Carmem a vida era um fardo a ser carregado.
Gabriela queria muito se casar. Nunca sonhou com vestidos de noivas ou uma linda cerimônia, mas o casamento tornou-se algo necessário em sua vida. Sua namorada Amanda adoeceu e Gabriela não tinha como justificar suas faltas no trabalho para acompanhá-la no hospital. Ninguém entendia esse relacionamento e lei alguma assegurava proteção a elas. Gabriela sempre desejou ser mãe e até hoje luta arduamente para adotar uma criança com HIV, que foi rejeitada por vários casais heterossexuais na longa fila de adoção.
Gabriela tinha esperança, enquanto Carmem não conseguia enxergar a grandiosidade da liberdade que tinha em mãos, apenas por ter nascido heterossexual. Carmem podia escolher casar-se ou não, ter filhos ou não, adotar uma criança ou não. Ela tinha todas as facilidades que uma maioria tem e, em troca, ditava regras. Não valorizava o casamento e nem a maternidade, mas não admitia que pessoas como Gabriela tivessem o mesmo direito, só porque achava estranho uma pessoa gostar de alguém do mesmo sexo.
Uma grande parcela da população ainda não consegue conquistar a própria vida, enxergar a felicidade nos detalhes e por isso não permitem que outros sejam felizes. Precisamos sentir mais amor próprio e praticar algo que faça o nosso coração vibrar. Só assim seremos capazes de amar e respeitar outras pessoas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Saudade

Me esmagou forte a saudade, na hora de despedir.
Lembrei da noite anterior, do seu beijo, do seu carinho, do seu toque e do seu amor que entra em mim como uma explosão...
Senti falta do seu cheiro, ainda sentindo-o.
Quis te beijar pra sempre pra não perder o seu gosto, quis te levar comigo pra longe, pra qualquer lugar. Quis que você colasse em mim.

Agora a lembrança me faz viajar, me faz perder o senso, o norte, a razão. Fico parada no tempo que você estava comigo, estagnada.
Amor meu, minha vida, meu sonho.
Se cada palavra que eu disesse tivesse uma cor, seria a sua.

Já não bastam as palavras, a falta é intensa.
A saudade abre a minha porta com violência e grita o seu nome enquanto eu perco os sentidos, tentando sentir você.

Quero voltar no tempo,
no tempo em que o tempo não passava ao seu lado.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Escuro

Nunca que pensei que fosse desgostar de alguma chuva.
Desgosto dessa de agora.
Hoje tive sonhos pesados e estranhos, acordei com a alma pedindo um abraço.
Hoje senti que a vida não se pode controlar
Senti que sobre o final


nada se pode falar

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ô, se tô!

Ô menina, minha grande pequena...
Tô com saudade do seu abraço, aquele laço forte e macio.
Tô com vontade do seu beijo, de todo sabor.
Tô sentindo falta do seu cheiro, de menina minha, guardada lá dentro.

Tô no mundo, na rua, na calçada, em casa, na cama... e você tá aqui dentro, sorrindo.

Corre que eu tô louca pra te lembrar que eu te amo.
Ô menina,
Minha menina...!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O dentro do fora e o fora de dentro

Por dentro eu explodo, expando, floresço e sorrio.
Por dentro eu estremeço, grito, chamo e aspiro.
Explodo de amor, expando vontades, floresço sonhos e sorrio para as memórias.
Estremeço arrepiando, grito de saudades, chamo o seu nome e aspiro.
Aspiro. Desejo.

Desejo ela por perto,
Desejo saber cantar o amor que me faz dançar, por dentro.
Desejo nunca perder o que ganhei, sem pedir.

Ah, o amor.
Sempre brincando.
Faz de conta que só está dentro quando, na verdade, está por toda parte.

Vivo você, te amo. Por dentro e por fora.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Angústia

Além do que se vê, veja.

A angústia, para quem escreve, não é só uma angústia.
A angústia é uma revolução, um reboliço por dentro.
A angústia pega os arquivos, bagunça as pastas e joga fora os papéis.
A angústia nos faz perder o índice.
Não sabemos por onde começar, o começo é sempre onde queremos parar.
A angústia nos faz querer parar de pensar, mas não se é possível.
A angústia embrulha o estômago e embaralha a vista.
A angústia nos cala.
A angústia só nos faz pensar nela.
A angústia. Egoísta, angústia.
. Conhece a história?
Que história?
. Qual importaria pra você?
Não sei, nada tem realmente importado...
. Certeza?
Na verdade, não.
. Então, conhece a história?
Não, nenhuma...
. É uma pena.