Queria poder a voltar a sentir meu peito, queria poder voltar a sentir o coração bater.
Queria sentir a liberdade de correr por um campo livre.
Queria poder me sentir feliz plenamente mais uma vez...
Tudo ficou para trás, sem respostas, sem meios e sem fins.
Queria saber a razão do meu pranto, queria poder entender o pedido da minha alma.
Queria poder transparecer o meu sentir. Sentir tornou-se um turbilhão de dúvidas.
Quero conseguir voltar a falar com a força nas palavras, coma certeza de que elas funcionam e trabalham para mim...
Agora tudo é vazio, tudo é dúvida, tudo é questão e minhas respostas ficaram enterradas... enterradas sob mil conflitos, sob muitas angústias, sob muitas palavras não ditas.
Revoltam-se contra mim, essas palavras que não proferi... E agora o querer é um ponto, de interrogação.
Correr não é mais um alívio, gritar não esvazia, chorar não é o bastante e nem morrer é saída.
A felicidade tornou-se um enigma e nunca mais dei um sorriso pleno.
A incerteza me amarra, me abraça e me sufoca... Choro sem razão, como sem vontade e respiro conscientemente, agoniante.
Minha indagação é uma procura, minha resposta é um precipício.
Sorrisos e lágrimas tem o mesmo motivo e eu me encontro imóvel.
Esquecida, estarrecida, errante.
Movimento um corpo que desejo deixar imóvel.
Deixei os conflitos para trás, deixei as palavras para depois e achei que tudo estava em ordem.
Nada está do jeito que deixei, está no jeito que me deixaram, que eu me deixei ser deixada.
Texto antigo. Não tão antigo...! rs.