segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O dentro do fora e o fora de dentro

Por dentro eu explodo, expando, floresço e sorrio.
Por dentro eu estremeço, grito, chamo e aspiro.
Explodo de amor, expando vontades, floresço sonhos e sorrio para as memórias.
Estremeço arrepiando, grito de saudades, chamo o seu nome e aspiro.
Aspiro. Desejo.

Desejo ela por perto,
Desejo saber cantar o amor que me faz dançar, por dentro.
Desejo nunca perder o que ganhei, sem pedir.

Ah, o amor.
Sempre brincando.
Faz de conta que só está dentro quando, na verdade, está por toda parte.

Vivo você, te amo. Por dentro e por fora.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Angústia

Além do que se vê, veja.

A angústia, para quem escreve, não é só uma angústia.
A angústia é uma revolução, um reboliço por dentro.
A angústia pega os arquivos, bagunça as pastas e joga fora os papéis.
A angústia nos faz perder o índice.
Não sabemos por onde começar, o começo é sempre onde queremos parar.
A angústia nos faz querer parar de pensar, mas não se é possível.
A angústia embrulha o estômago e embaralha a vista.
A angústia nos cala.
A angústia só nos faz pensar nela.
A angústia. Egoísta, angústia.
. Conhece a história?
Que história?
. Qual importaria pra você?
Não sei, nada tem realmente importado...
. Certeza?
Na verdade, não.
. Então, conhece a história?
Não, nenhuma...
. É uma pena.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Menina do balaio, donde cê pareceu
Trazendo festa em meu berço
Festando em balaio meu
Mandando beijos pra chuva
Chovendo beijos em mim
Quero abraço da santa
Quero a cruz, querubim
Quero o nome do herdeiro
Quero herdar teu sorrir
Quando acordo primeiro é só pra te ver dormir

Ô menina do balaio, que é que me aconteceu
Cê aparece sem pressa, e depressa leva o que é meu
Na boca um beijo e no abraço
Meu braço, não sei qual é
A gente se misturando, feito leite e café
Que faço em quanto cê sonha,
Enquanto volta do céu
Cê que veio de santa pra trazer o que é meu

Traga toda a tua prenda, traga tudo que for
Que eu trago a poesia, pra esconder nossa dor
Traga toda a tua lenda, traga o teu cobertor
Que eu trago a poesia, pra cantar nosso amor

Menina do balaio, do teu lado eu não saio

domingo, 28 de junho de 2009

Sorriso

Tem um sorriso nascendo do meio da minha boca, tem um sorriso explodindo dentro do meu coração...
Sorriso leve, sorriso-nostalgia, sorriso inexplicável. Meu sorriso nunca antes experimentado, sorriso com gosto de café com cigarros.
Tem um sorriso estampado na minha vontade, tenho um sorriso guardado pra ela.
Tem um sorriso que me encanta, grande e salpicado de cores, o qual aprendi a gostar.
Meu sorriso surgiu do inesperado e perpetua na memória. Meu sorriso é meu e compartilhado, meu sorriso é muito e pouco tempo, meu sorriso é acanhado e escancarado, meu sorriso é explicado pelo inexplicável.

Meu sorriso não se furta, não se ofusca.
A razão do meu sorriso é ele mesmo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Os outros

Não ferir, não magoar.
O outro que parece nem um pouco incomodar, me barra.
O medo de falar, o medo de tentar e de dizer não na hora certa. O medo de dizer sim quando por dentro o coração grita. Medo.
A razão talvez seja uma equação ainda não resolvida, mistério físico-emocional... sem lei.
O outro é outro e não eu... fazê-lo sofrer me machuca. Não saber o que fazer me pára. Não fazer nada me mata.
Morrer. Para mim, conseqüência. Derrota que não quero assinar, pelos outros, mais uma vez.
O outro é mais que eu?
O outro é algo que não entendo... por não me entender.

terça-feira, 2 de junho de 2009

?

Queria poder a voltar a sentir meu peito, queria poder voltar a sentir o coração bater.
Queria sentir a liberdade de correr por um campo livre.
Queria poder me sentir feliz plenamente mais uma vez...
Tudo ficou para trás, sem respostas, sem meios e sem fins.
Queria saber a razão do meu pranto, queria poder entender o pedido da minha alma.
Queria poder transparecer o meu sentir. Sentir tornou-se um turbilhão de dúvidas.
Quero conseguir voltar a falar com a força nas palavras, coma certeza de que elas funcionam e trabalham para mim...
Agora tudo é vazio, tudo é dúvida, tudo é questão e minhas respostas ficaram enterradas... enterradas sob mil conflitos, sob muitas angústias, sob muitas palavras não ditas.
Revoltam-se contra mim, essas palavras que não proferi... E agora o querer é um ponto, de interrogação.
Correr não é mais um alívio, gritar não esvazia, chorar não é o bastante e nem morrer é saída.
A felicidade tornou-se um enigma e nunca mais dei um sorriso pleno.

A incerteza me amarra, me abraça e me sufoca... Choro sem razão, como sem vontade e respiro conscientemente, agoniante.
Minha indagação é uma procura, minha resposta é um precipício.
Sorrisos e lágrimas tem o mesmo motivo e eu me encontro imóvel.
Esquecida, estarrecida, errante.
Movimento um corpo que desejo deixar imóvel.

Deixei os conflitos para trás, deixei as palavras para depois e achei que tudo estava em ordem.
Nada está do jeito que deixei, está no jeito que me deixaram, que eu me deixei ser deixada.


Texto antigo. Não tão antigo...! rs.