sábado, 11 de abril de 2009

Quero

(...)
Quero. Não posso.
Quero. Não consigo.
Quero. Não foi bem investido.
Quero. Não vale a pena.
Quero. Ela não me quer.
Quero. Não me querem.
Quero. Não me entendem.
Quero. Não querem me escutar.
Quero. Não me conhecem.
Quero. Não se preocupam.
Quero. Ela quer.
Quero.
Não consigo.
(...)



domingo, 22 de março de 2009

Vem ficar comigo!

Vem ficar comigo,
No domingo,
Início da noite com cheiro de chuva
A brisa refresca o corpo.

Vem ficar comigo,
Tome comigo a última cerveja,
Vamos fumar o último cigarro...

Vem ficar comigo,
Deita no meu colo e vamos conversar,
Uma prosa extrovertida,
De quem ri da rotina que vai voltar...

Vem ficar comigo,
Aqui, juntinha de mim,
Deixa eu sentir o seu beijo,
Os lábios quentes contra a brisa fria.

Vem ficar comigo,
Deixe-me sentir o cheiro do seu cabelo
O único que eu quero sentir,
Exalando com o calor do seu corpo...

Vem ficar comigo,
E no final da noite poderemos contar as estrelas,
Vamos estar perto do céu.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Dói tanto aqui...

... pesadelos não acontecem só quando se está dormindo.

Nocturne




Pensei em te ligar, em dizer o quanto que eu te amo...
Pensei em falar que eu queria que as coisas fossem bem, mesmo tudo assim, tão estranho...
Quis te ver, quis sorrir e receber um sorriso seu...
Quis almoçar com você, quis te ver...
Quis saber como vai a sua vida, como vão as coisas...
Quis saber dos seus sonhos, os que costumavam ser nossos.
Você foi meu herói, meu sonhador.
Agora, não há "sonha", só há "dor".
Eu não sei o que passa pela sua cabeça,
Eu não sei se seus medos são reais,
Eu não sei se eu posso confiar em você.

Eu queria acreditar que tudo é um pesadelo,
Que eu estou dormindo há mais de dois anos,
Queria poder acreditar que daqui a pouco eu vou abrir os olhos e você vai estar fazendo o café...

Sinto saudades...
Mas você só fala de você,
Você só quer saber de reclamar da sua vida...
Você não sorri mais pra mim, só aquele amarelo e forçado que eu aprendi a ter medo...

Eu queria que você me amasse cada dia mais,
Mas eu pareço um erro.

Talvez a errada seja eu,
Talvez os medos sejam só meus...
Eu queria tanto que eles fossem...
Daí eu não teria mais que esperar você fazer alguma coisa,
Eu mesma faria.

Eu traria as estrelas pro chão, se fosse preciso.
Eu faria a sua vida ter a cor que você quisesse,
Eu pintaria sorrisos e escreveria seu nome na minha pele...

Mas isso não acontece,
Você não volta.
Você sequer sabe que se perdeu...
Aliás, você não se perdeu...


Eu te perdi.

terça-feira, 3 de março de 2009

Meu maior pecado

O amor para mim, por certo é pecado...
Não me deixam contemplá-lo.

Quero um beijo, um amor, um colo... Uma mulher.
Uma para chamar de minha, pra contar estrelas e desenhar nelas o sorriso dela.
A mesma para dormir aconchegada no meu peito, uma que eu possa amar as qualidades e os defeitos...
Uma mulher com a altura da própria vontade, com a força que é só dela, sabendo que pode contar com a minha.
Um rosto onde eu encontre todas as minhas fantasias e melhores lembranças...

Quero, almejo...
A procura incessante me prova que nada é fácil, me mostra que os medos não são só meus e que a dor bate em outras portas.

Hoje encontro-me sozinha, encontro-me em várias canções e sem ninguém.
Meu coração acelera, para quem?

O calor dos dias me faz rolar inquieta na cama...
O frio de dentro me faz enrijecer a angústia.
Dormir tornou-se um escape.
... escapando de mim e da minha vontade tão grande.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Negro Púrpura

A dor principal da energia de Escorpião é chegar ao mundo com este drama vida/morte, nascer ou morrer. Pode ter passado problemas para nascer. Alma angustiada entre viver ou morrer. (...)

Leitura da Drª. Regina Brostel do meu mapa astral.



Talvez seja isso.
Talvez por isso penso que eu não deveria ter nascido... e por pouco, eu não nascia.
Talvez por isso eu tenha tanta raiva de quem quis me trazer pra cá, na marra.
Talvez por isso a gente sempre fique assim...

... ele querendo que eu viva do jeito dele, eu querendo morrer pra ele.


Estranho conseguir falar assim, dele.
Não é nojo, nem raiva... não é ódio nem desafeição...
É falta de fé. É falta de confiança e a agonia em saber que isso não existe.

Ele e o jeito de falar mal de Renato Russo...
O mesmo Renato Russo que conseguiu descrever nossa história em uma canção:

"Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro

Mas percebo agora,
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...

Não queria te ver assim,
Quero a tua força como era antes!
O que tens é só teu
E de nada vale fugir e não sentir mais nada...

Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto

Até chegar o dia em que tentamos ter demais
Vendendo fácil o que não tinha preço!

Eu sei é tudo sem sentido...
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse contra mim

Nada mais vai me ferir,
É que eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou e tenho sorte até demais
Como sei que tens também..."

[...]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

De repente bate a saudade...

De repente bate uma saudade!

Do Super Nintendo, do VHS, do Lego, da cômoda de madeira clara.
Dá saudade de brincar com Barbies sem pernas, de comprar bala no Baiano, de subir na árvore da escola, de confabular assassinatos de diretoras anteriores do colégio, de pular corda e brincar de queimada...
Dá saudade da época que o bate papo ainda não era motivo de piada e do barulhinho do ICQ.
Dá saudade de andar de bicicleta de rodinha, aprender a fazer curvas em alta velocidade de patins, de cair do skate e andar de patinete.
Dá saudade de treinar futebol na quadra da frente ou no poliesportivo do interior...
Dá saudade de escutar Avril e se identificar, de chorar de emoção por ter um ídolo.

De repente bate uma saudade de ter a felicidade de uma criança...