No topo daquela serra podia-se sentir o cheiro do mato e a grama era tão fofa quanto um colchão d'água. A luz fraca do sol poente lutava para passar entre as nuvens...
Os cabelos ruivos e longos esvoaçavam no vento que era forte, para mim tão afável quanto uma brisa... Em pé ela olhava o horizonte, como se quisesse guardar toda e qualquer memória daquele momento, daquele dia. Virou-se para mim, sorridente... Eu podia sentir dentro de mim uma inquietude e uma paz imensa, tão fortes que eu já nem sabia como podia me manter deitada alí.
"Eu achei que você nunca viria, mas você veio." - ela disse, sentando-se ao meu lado.
"Eu mesma achei que nunca iria conseguir..."
Depois dessas palavras, tudo que eu pude fazer foi abraça-la forte, sentir o seu perfume e a testura da sua pele... eram reais.
"Lembra do que eu te disse? A culpa não era minha." - eu disse, começando a me sentir culpada.
"Não tem que se preocupar... O final chegou. E agora tudo está bem."
"Sabe Aline, tudo que eu mais quis nesse mundo era poder te mostrar que não importava o que a vida me fizesse, quantas batidas ela me desse, eu ia estar com você aqui um dia."
Ela não me disse nada naquele momento, apenas suspirou e olhou para o céu que agora era alaranjado...
De repente, faltou foco. Ficou cinza.
E a vida me ensinou ....
[chega.]
10 minutos
Há um ano

2 comentários:
Há, e agora você não está mais escondida!
...
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